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Para se fazer passar corrente elétrica através de um gás, imergem-se nele duas peças metálicas, separadas por uma distância d, que são ligadas aos polos de um gerador.  As peças metálicas são chamadas eletrodos.  O eletrodo ligado ao polo positivo é chamado anodo; o outro é chamado catodo.  Entre os eletrodos existe, então, uma diferença de potencial V.

Podemos agora levantar a seguinte questão: um gás é condutor ou isolante?  O que acontece é o seguinte: se a distância d for pequena, isto é, de alguns centímetros, para cada pressão do gás sempre existe certa diferença de potencial V acima da qual o gás conduz, e abaixo da qual no conduz.  Mas, se a distância d for grande da ordem de um ou vários metros, e a pressão alta, de uma ou mais atmosferas, então o gás é isolante, mesmo que a diferença de potencial entre os eletrodos seja de milhões de volts.

Um gás pode ser condutor ou isolante, dependendo da sua pressão, da distância entre os eletrodos e da diferença de potencial existente entre êles.

Êsse fato é o que nos permite utilizar a eletricidade.  Pois, se os gases fossem condutores em quaisquer circunstâncias, todas as vezes que tivéssemos dois corpos eletrizados haveria uma corrente elétrica no ar de um para outro, e nunca poderíamos manter a diferença de potencial entre êles.

Essa é uma diferença entre o comportamento de um gás e o de um metal.  O metal sempre é condutor: por menor que seja a diferença de potencial entre seus extremos, passa por ele uma corrente elétrica.  Outra diferença entre a condução pelos gases e a do metais, é que os metais não obedecem à lei de Ohm, isto é, o quociente da diferença de potencial entre os eletrodos pela intensidade da corrente que passa pelo gás não é constante.  Por isso dizemos que os gases são condutores não ôhmicos.

Autor: Roberto A. Salmeron

 
   

 


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